Fiat Grizzly Fastback é revelado em Paris com design polêmico e novidades para a próxima geração do SUV nacional

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A Fiat apresentou no Salão do Automóvel de Paris, na França, o Grizzly Fastback, SUV cupê que antecipa o visual e parte das soluções esperadas para a próxima geração do Fastback nacional. Conhecido de perto pela Autoesporte, o modelo chama atenção pelo desenho mais geométrico, pela cabine redesenhada e por uma lista de equipamentos que ajuda a indicar o rumo do futuro SUV produzido em Betim (MG).

Fiat Grizzly Fastback é revelado em Paris com design polêmico e novidades para a próxima geração do SUV nacional

Embora a marca deva fazer ajustes no carro destinado ao Brasil, a expectativa é de que o conjunto geral siga bastante próximo do exibido na Europa. O lançamento no mercado brasileiro é aguardado para 2027 ou 2028.

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Visual mais geométrico e traseira marcante

O primeiro impacto do Grizzly Fastback vem do design. O SUV adota formas mais retas, capô elevado e uma grade com elementos luminosos seccionados em LED, em uma proposta bem diferente das linhas arredondadas do Fastback atual. A dianteira se aproxima da nova linguagem visual da Fiat e lembra o Grande Panda, que vai se chamar Argo X no Brasil.

Na traseira, as lanternas em LED trazem elementos gráficos integrados à carroceria, enquanto a faixa escurecida que liga o conjunto de iluminação reforça a identidade visual do modelo. A adaptação para o mercado brasileiro ainda pode trazer mudanças, como já ocorrerá no Argo X, que deve receber simplificações em faróis e para-choques e perder o nome “Panda” em baixo-relevo nas portas.

Cabine mais moderna e acabamento simplificado

Por dentro, o Grizzly Fastback também evolui em relação ao SUV atual. O painel reúne quadro de instrumentos digital e central multimídia de 10,25 polegadas, posicionada no alto da cabine. A alavanca tradicional dá lugar a um comando em estilo joystick para a troca de marchas.

O volante, emprestado do Grande Panda, tem desenho geométrico e logotipo da Fiat ao centro. Os bancos trazem costuras em relevo, mas o acabamento aposta em uma solução mais simples: a parte superior do painel é feita inteiramente de plástico rígido, assim como as portas, que usam tecido apenas no apoio de braço. Esse material também aparece na parte inferior do painel.

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Na versão topo de linha vendida na Europa, chamada La Prima Hybrid, a lista de equipamentos inclui rodas de liga leve de 18 polegadas, iluminação ambiente de LED, carregador de celular por indução, ar-condicionado digital e freio de estacionamento eletrônico. O pacote de segurança inclui seis airbags, frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres e ciclistas, além de detector de fadiga.

Mais longo, com porta-malas de 600 litros

Em tamanho, o Grizzly Fastback mede aproximadamente 4,50 metros de comprimento, acima dos 4,44 m do Fastback atual. A capacidade do porta-malas também chama atenção: são 600 litros, volume que a Fiat destaca como um dos pontos fortes do modelo.

Estruturalmente, o SUV usa a plataforma Smart Car da Stellantis, uma base simplificada da CMP da Peugeot. Segundo a Fiat, essa arquitetura permite diferentes tipos de motorização, o que explica a confirmação de conjuntos híbridos leves (MHEV) com potências de até 145 cv para o mercado europeu.

No Brasil, a expectativa é de que o modelo mantenha as opções já conhecidas. Entre elas está o motor 1.0 turbo flex T200, de até 130 cv e 20,4 kgfm de torque, também com sistema híbrido leve de 12V. A versão esportiva Abarth deve seguir com o 1.3 turbo flex T270, que entrega até 185 cv.

Depois da estreia europeia, o Grizzly Fastback deve ser lançado em outras localidades. Para o Brasil, a chegada é esperada apenas para 2027 ou 2028.

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