A GAC confirmou que lançará pelo menos dois novos modelos no Brasil em 2027, conforme anunciado por Gustavo Schmidt, chefe comercial (CCO) da empresa, durante o 3º Summit Futuro da Mobilidade 2026. Embora os modelos e as datas exatas ainda não tenham sido revelados, Schmidt destacou a importância desses lançamentos para a ampliação do portfólio da marca no país.

Possíveis lançamentos: Aion i60 e GS8
Entre as apostas para os novos modelos, o Aion i60 se destaca. Revelado no Salão de Pequim 2026, o Aion i60 é um SUV que deve chegar ao Brasil com motorização híbrida em série (REEV). Na China, o modelo conta com um motor 1.5 aspirado de 101 cv, que auxilia na carga das baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP) de 29,1 kWh. O SUV terá também a opção de recarga externa em carregadores AC ou DC.
O motor elétrico dianteiro do Aion i60 pode gerar entre 204 cv e 224 cv, proporcionando uma autonomia de 160 km apenas com a bateria. Com o motor a combustão, a autonomia total pode alcançar até 1.240 km, com um consumo de 18,1 km/l, que pode variar no Brasil devido à adaptação ao etanol.
Outro modelo em potencial é o GS8, um SUV grande que acomoda até sete ocupantes. Com 4,98 metros de comprimento e motor 2.0 turbo de 248 cv, o GS8 também terá uma versão híbrida plug-in (PHEV), que combina um motor de 190 cv com um elétrico de 150 cv, oferecendo um alcance elétrico de 143 km.
Expansão e metas para 2027
Se os planos se concretizarem, a GAC espera emplacar 55 mil veículos em 2027, com parte da produção sendo realizada em Catalão (GO), onde a marca compartilhará a fábrica com a Mitsubishi Triton. Para 2026, a meta é vender entre 20 e 22 mil veículos.
Para suportar essa expansão, a GAC planeja aumentar sua rede de concessionárias, que atualmente conta com 60 lojas, visando chegar a cerca de 100 pontos de venda até o final do ano. Segundo Schmidt, essa estratégia permitirá uma rentabilidade interessante para a rede, com presença em todas as capitais e nas principais cidades com mais de 200 mil habitantes.
Apesar das metas definidas, Schmidt ressalta que a projeção para o mercado nacional de automóveis em 2027 é incerta, devido a fatores como as eleições de 2026 e mudanças na legislação tributária.


