A nova geração da Volkswagen Amarok, que será baseada na picape chinesa SAIC Maxus Interstellar X, está causando um impacto significativo na indústria automotiva argentina. A transição para este novo modelo não apenas altera a plataforma e a motorização, mas também resulta em um drástico corte na participação da indústria local, levando ao fechamento de fábricas e à demissão de centenas de trabalhadores.

Impacto na Cadeia de Fornecedores
Após 16 anos de produção da Amarok atual em General Pacheco, a Volkswagen anunciou que apenas 16 dos 60 fornecedores locais que atendem à picape antiga farão parte do novo projeto. Essa mudança representa uma crise para as fabricantes de autopeças, que estão perdendo contratos e, em alguns casos, se preparando para encerrar operações.
Menos Dependência da Indústria Local
A nova Amarok, embora montada na Argentina, utiliza a arquitetura da Maxus Interstellar X, o que implica uma menor dependência de fornecedores locais. A Volkswagen destacou que a nova geração contará com adaptações feitas por equipes sul-americanas, mas isso não altera o fato de que a base do projeto é chinesa.
Fechamento de Fábricas e Demissões
A situação é crítica para os fornecedores que perderam espaço na nova geração da Amarok. A Kromberg & Schubert, que produzia chicotes elétricos para a picape, anunciou o fechamento de sua fábrica, resultando na demissão de mais de 200 funcionários. Outras empresas, como a Irauto e a Pelzer System, também enfrentam dificuldades, com demissões e fechamento de operações.
Perspectivas Futuras
Com a nova Amarok programada para chegar ao mercado no primeiro trimestre de 2027, a Volkswagen já lançou uma série especial da geração atual, a Unlimited, como forma de despedida. A nova picape será híbrida e promete desempenho elevado, com potenciais 470 cv e aceleração de 0 a 100 km/h em menos de cinco segundos.


