A KTM reafirmou que continuará produzindo suas motos na Áustria e negou os rumores de que a fabricação seria transferida para a Índia após a aquisição da controladora Pierer Mobility AG pela Bajaj. A resposta foi dada pelo CEO Gottfried Neumeister, que também destacou a importância da base de desenvolvimento em Mattighofen.

A manifestação da empresa ocorre em meio à recuperação financeira da marca. Depois da reestruturação ligada ao processo de insolvência, a KTM registrou seu primeiro lucro operacional trimestral positivo. No mesmo período, a companhia vem passando por mudanças internas, incluindo a redução de mais de 50% nos cargos administrativos, enquanto manteve a maior parte dos trabalhadores da linha de produção.
O que a KTM confirmou
Em entrevista à Speedweek, Neumeister afirmou que há um compromisso claro com a Áustria e que a empresa seguirá produzindo as motos de maior cilindrada em sua sede. Ele explicou que, ao longo da negociação com a Bajaj, foram necessárias viagens à Índia para alinhar a visão sobre o futuro da marca.
Segundo o executivo, a Bajaj vem do segmento de motos voltadas ao uso diário, em que o fator preço pesa mais nas decisões de compra, enquanto a KTM trabalha com uma proposta diferente em produtos e desenvolvimento. Neumeister disse ainda que não seria possível manter o compromisso com a MotoGP pelos próximos cinco anos sem o apoio da empresa indiana.
O papel da produção na Índia
A KTM informou que os modelos 125, 250 e 390 já são fabricados na planta da Bajaj em Chakan, em Pune, no estado de Maharashtra. Por isso, a declaração do CEO sobre a manutenção da produção na Áustria se refere às motos de maior cilindrada da marca, e não a toda a linha global.
Neumeister também declarou que recebeu sinal verde da alta direção para montar uma equipe independente e afirmou que a Bajaj não assumiu a gestão da operação. Ele acrescentou que a KTM conta com mais de 440 engenheiros no desenvolvimento de produtos de alto nível.
Fonte: Motor1


