A Prefeitura de São Paulo decidiu não utilizar câmeras de monitoramento com inteligência artificial (IA) para multar motoristas que utilizam celular ao volante na cidade. O anúncio foi feito por Gilmar Miranda, secretário executivo municipal de Mobilidade e Trânsito, durante o Summit Futuro da Mobilidade 2026, promovido por Autoesporte e Valor Econômico.

Segundo Miranda, esse tipo de monitoramento é mais eficaz em malhas viárias extensas, como rodovias, do que em áreas urbanas. “Nos trechos mais localizados, elas [as câmeras com IA] têm menor eficácia justamente por conta do tamanho do espaço e até do volume de veículos […]. Isso pode, num primeiro momento, não ser recomendado”, explicou.
Fiscalização atual e tecnologias disponíveis
Atualmente, a fiscalização do uso de celular ao volante em São Paulo é realizada por agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e pela Polícia Militar. Miranda também destacou que muitos veículos modernos já possuem tecnologias que ajudam a evitar o uso do celular enquanto dirigem, como a central multimídia, que permite a conexão do celular ao carro.
Câmeras com IA em rodovias
Embora a Prefeitura não vá implementar as câmeras com IA na cidade, essas tecnologias já estão em uso nas rodovias paulistas. Por exemplo, na Rodovia Raposo Tavares e no Rodoanel Mário Covas, onde as câmeras monitoram tanto o uso do celular quanto a não utilização do cinto de segurança. As infrações detectadas são enviadas a uma central de monitoramento da Polícia Militar Rodoviária para análise antes da emissão de multas.
Recentemente, a concessionária Ecovias informou que foram aplicadas 2.316 multas em um mês, sendo a maioria relacionada à falta do cinto de segurança e ao uso do celular. A empresa planeja expandir a fiscalização com a instalação de novos radares com IA na Rodovia Castelo Branco, mas ainda não há uma data definida para isso.


