A Benda vai usar o EICMA 2026, em Milão, para apresentar duas novas cruisers: Dark Flag 950 e Rock 707. A primeira chama atenção pelo motor V4 de 948 cm³ e potência de 108,8 cv; a segunda traz motor V2 de 692 cm³ e aposta em embreagem eletrônica e suspensão traseira pneumática com ajuste de altura.

Os modelos serão exibidos no evento entre 3 e 8 de novembro, com apresentação à imprensa marcada para 3 de novembro, às 15h45, no estande A54 do pavilhão 18. A marca também informou cores, dados de ciclística, equipamentos e previsão de chegada inicial a mercados europeus no caso da Dark Flag 950.
Dark Flag 950: V4, 108,8 cv e pacote completo
A Dark Flag 950 surge como alternativa às cruisers mais convencionais equipadas com V2. O motor de quatro cilindros em V tem refrigeração líquida, 16 válvulas, entrega 108,8 cv a 9.000 rpm e 8,7 kgf.m a 8.000 rpm. O conjunto é combinado com câmbio de seis marchas e transmissão final por correia.
A embreagem multidisco banhada em óleo traz sistema antideslizante. Na parte ciclística, a moto usa chassi tubular de aço, balança traseira de aço, garfo dianteiro invertido e dois amortecedores hidráulicos atrás. Os freios são Brembo, com dois discos dianteiros de 320 mm, pinças radiais de quatro pistões e disco traseiro de 260 mm. ABS e controle de tração estão presentes.
Entre os equipamentos, a Benda lista controle de cruzeiro, painel TFT de 3,6 polegadas, conexões USB-A e USB-C, desligamento do motor em marcha lenta e tanque de 16 litros. O banco fica a 690 mm do solo, a distância entre-eixos é de 1.590 mm e o peso em ordem de marcha é de 242 kg. A marca prevê cinco cores: Obsidian Black, Glimmering White, Burgundy Red, Mountain Silver e Prism Grey, com disponibilidade variável conforme o mercado. A chegada aos primeiros países europeus está prevista para o fim de novembro de 2026.
Rock 707 aposta em embreagem eletrônica e suspensão adaptativa
Na Rock 707, a proposta é diferente. O modelo usa motor V2 de 692 cm³, com oito válvulas, 73 cv a 9.000 rpm e 6,9 kgf.m a 6.500 rpm. Também aqui o câmbio é de seis marchas e a transmissão final é por correia.
O destaque principal é a embreagem eletrônica BEC MK-III, que permite arrancar, trocar de marcha e parar sem acionar o manete da embreagem, com retomada do controle manual a qualquer momento. Outro recurso relevante é a suspensão traseira pneumática adaptativa de duas câmaras, controlada eletronicamente e ajustada conforme a carga e as condições de rodagem.
Esse sistema permite variar a altura do assento entre 690 mm e 720 mm; a medida nominal informada pela marca é de 705 mm. A Rock 707 pesa 235 kg em ordem de marcha, tem tanque de 16 litros, chassi tubular de aço, balança de alumínio e garfo dianteiro invertido. Os freios a disco nas duas rodas contam com ABS e controle de tração, enquanto o acelerador eletrônico e a embreagem com função antideslizante completam o conjunto.
Nos equipamentos, a moto oferece controle de cruzeiro, painel TFT de 3,6 polegadas, conexões USB e USB-C, além da possibilidade de transformar o assento traseiro em suporte para bagagem. As cores previstas são Knight Black, Sandy Gray, Windy White e Armor Green. Segundo a Benda, o modelo já está disponível em alguns mercados europeus desde setembro.
E o Brasil?
A presença da Benda no EICMA também repercute no Brasil por causa da parceria anunciada com a Dafra durante o Festival Interlagos 2026. Na ocasião, a marca mostrou sete motocicletas ao público brasileiro, incluindo Dark Flag Commander V4, Rock 300 V2, Chinchilla 350, LFC 700 Pro e Napoleonbob nas versões 250 e 500.
As motocicletas exibidas no evento ainda passam por homologação e avaliação interna. Por isso, a definição de quais modelos vão integrar o portfólio brasileiro depende da conclusão dessas etapas.
Fonte: Motociclismo Online


