KTM 1390 Super Adventure S e R Chegam ao Brasil: Veja as Diferenças das Big Trails de 173 cv

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A KTM 1390 Super Adventure S e a 1390 Super Adventure R estão nos planos de expansão da marca no Brasil, com previsão de chegada da família no fim de 2027. As duas big trails compartilham um motor V2 de 1.350 cm³, mas fazem escolhas bem diferentes quando o assunto é suspensão, rodas e uso fora do asfalto. A S prioriza viagens rodoviárias; a R foi projetada para encarar trilhas e estradas de terra mais exigentes.

Duas motos KTM 1390 Super Adventure em ação, com a versão R em terreno de terra à esquerda e a versão S em pista asfaltada à direita.

A previsão foi divulgada em outubro de 2026, durante a apresentação dos planos industriais da KTM em Manaus. Não há preço em reais divulgado nem confirmação de todos os equipamentos destinados às versões brasileiras. Para mostrar o que muda entre elas, este comparativo toma como referência as fichas internacionais da linha 2026, publicadas pela própria fabricante.

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KTM 1390 Super Adventure S e R estão nos planos para o Brasil

Em 16 de outubro de 2026, o portal Motonline informou que a KTM pretende produzir ou montar no Polo Industrial de Manaus novos modelos da sua linha, incluindo as duas configurações da 1390 Super Adventure. A indicação mais concreta para essa família foi o fim de 2027, mas isso ainda deve ser tratado como previsão de lançamento, não como início de vendas garantido.

Entre o anúncio de um plano e a chegada efetiva às concessionárias existem etapas como homologação, adequação às normas brasileiras, definição do catálogo e logística de produção e distribuição. Até que esses detalhes sejam oficializados, não é possível antecipar valores, prazos de entrega ou a lista final de opcionais.

A possível chegada das 1390 também sinaliza uma ampliação importante da gama KTM no país: em vez de atuar apenas nas faixas de menor e média cilindrada, a fabricante pode disputar diretamente o público de viagens de longa distância e de big trails com forte vocação fora de estrada.

1390 Super Adventure S vs R: comparação da ficha técnica

Os dados abaixo correspondem às versões internacionais de 2026. Eles servem para entender as diferenças estruturais, mas não representam uma ficha brasileira homologada. Para a potência, foi utilizada a referência de 173 cv (PS) divulgada nas páginas oficiais europeias da KTM; algumas páginas regionais da marca apresentam número diferente para a R.

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Característica1390 Super Adventure S (2026)1390 Super Adventure R (2026)
MotorV2, 1.350 cm³V2, 1.350 cm³
Potência de referência173 cv (PS)173 cv (PS)*
Torque145 Nm145 Nm
Câmbio6 marchas, manual6 marchas, manual
Roda dianteira / traseira19 / 17 polegadas21 / 18 polegadas
Construção das rodasLiga de alumínio fundidoRaiadas, aros de alumínio
SuspensõesWP SAT semia­tivasWP XPLOR com ajustes mecânicos
Curso dianteiro / traseiro220 / 220 mm240 / 240 mm
Altura do banco847 ou 867 mm880 mm
Vão livre do solo223 mm242 mm
Peso sem combustível227 kg231 kg
Peso com tanque cheio244 kg248 kg
Capacidade do tanque23 litros23 litros
Entre-eixos1.558 mm1.577 mm

*A ficha oficial da R não é totalmente uniforme entre os sites regionais da KTM: algumas páginas exibem 175 PS. Até a divulgação da configuração brasileira, convém não tratar essa variação como diferença de desempenho comprovada entre as versões nacionais.

A tabela evidencia a principal escolha: a R ganha 20 mm adicionais de curso de suspensão nos dois eixos e 19 mm de vão livre em relação à S, ao custo de uma posição de pilotagem mais alta e peso um pouco maior. O conjunto de rodas também transforma o comportamento esperado em cada terreno.

Mesmo motor V2, mas experiências de pilotagem diferentes

A base mecânica compartilhada é um bicilíndrico em V a 75 graus, com 1.350 cm³, arrefecimento líquido, seis marchas e 145 Nm de torque. Nas especificações internacionais usadas neste artigo, a potência divulgada é de 173 cv (PS). Não se trata de duas motos separadas por uma enorme diferença de força: é a ciclística que determina onde cada uma faz mais sentido.

O motor incorpora a tecnologia Camshift, sistema de comando de válvulas que altera o perfil de atuação conforme a faixa de rotações. A proposta é conciliar respostas úteis em baixa rotação com a capacidade de entregar desempenho em giros mais altos. Isso interessa tanto a quem ultrapassa em rodovia quanto a quem busca controle progressivo de aceleração em pisos de pouca aderência.

Mesmo com a mesma arquitetura e torque informado, consumo, autonomia real e comportamento com garupa e bagagem exigem medições específicas. A ficha de fábrica, por si só, não permite afirmar que uma das versões é mais econômica ou acelera mais rápido.

O que muda na KTM 1390 Super Adventure S?

KTM 1390 Super Adventure S vista de perfil, com carenagem laranja, preta e branca, para-brisa elevado, rodas de liga leve e escapamento lateral.

Suspensão semia­tiva e rodas mais voltadas ao asfalto

A 1390 Super Adventure S usa suspensões WP com tecnologia semia­tiva SAT. Na prática, o conjunto tem recursos de ajuste eletrônico para adaptar o funcionamento da suspensão ao uso e às configurações disponíveis. Seu curso de 220 mm em cada eixo continua generoso para uma motocicleta de turismo, mas é inferior ao da R.

As rodas de 19 polegadas na frente e 17 atrás, construídas em liga de alumínio fundido, reforçam a prioridade de estabilidade e resposta no asfalto. A configuração tende a favorecer mudanças de trajetória em estradas pavimentadas e viagens com pneus de perfil mais rodoviário, sem impedir passeios eventuais em estradas de terra conservadas.

Banco mais acessível para uso de viagem

A altura de banco indicada é de 847 ou 867 mm, conforme a posição adotada. São valores altos quando comparados aos de muitas motocicletas urbanas, mas inferiores aos 880 mm da R. Em paradas, manobras e uso carregado, essa diferença pode ser mais relevante para o comprador do que alguns milímetros de curso adicional de suspensão.

Com 227 kg sem combustível e 244 kg com tanque cheio na ficha internacional, a S está longe de ser uma motocicleta leve. Por isso, além da altura, vale avaliar alcance ao chão, habilidade para manobrar e experiência com motos grandes antes de comprar.

O que muda na KTM 1390 Super Adventure R?

KTM 1390 Super Adventure R vista de perfil, com carenagem azul, branca e laranja, chassi tubular laranja, rodas raiadas e suspensão dianteira de longo curso.

Rodas de 21 e 18 polegadas para transpor obstáculos

A 1390 Super Adventure R traz roda dianteira de 21 polegadas e traseira de 18 polegadas, ambas raiadas. A roda maior na frente tende a lidar melhor com valetas, pedras e irregularidades do que uma configuração mais compacta, enquanto a traseira de 18 polegadas amplia as opções de pneus de perfil aventureiro em mercados onde essas medidas são disponíveis.

Isso não transforma uma moto de quase 250 kg com tanque cheio em uma enduro leve. O benefício da R está em oferecer ferramentas mais apropriadas para condução fora do asfalto, especialmente nas mãos de quem possui técnica e pretende usar essa capacidade com frequência.

Suspensão WP XPLOR com maior curso

O conjunto é diferente do usado na S: garfo invertido WP XPLOR de 48 mm e amortecedor traseiro WP XPLOR com sistema PDS, com 240 mm de curso em ambos os eixos. Os ajustes de suspensão previstos na ficha internacional são mecânicos e amplos, permitindo configurar a resposta para terreno, carga e estilo de pilotagem.

A altura livre do solo chega a 242 mm, contra 223 mm da S, e o banco fica a 880 mm. Essas dimensões são úteis ao ultrapassar obstáculos, mas podem complicar a rotina de pilotos de menor estatura e tornar manobras de baixa velocidade mais exigentes.

Eletrônica: painel de 8 polegadas, modos e radar

Nas versões internacionais de 2026, as duas 1390 Super Adventure contam com um painel TFT vertical de 8 polegadas, com interface sensível ao toque. O pacote eletrônico também inclui diferentes modos de pilotagem para adaptar o comportamento da moto a chuva, condução rodoviária e terrenos de menor aderência, de acordo com a configuração de cada mercado.

O radar dianteiro é descrito pela KTM como opcional tanto na S convencional quanto na R, em páginas internacionais consultadas. Portanto, não é correto anunciar controle de cruzeiro adaptativo de série nas futuras versões brasileiras. A mesma cautela vale para modos extras, como o Rally, e recursos liberados por pacotes opcionais.

Para uso fora de estrada, os ajustes eletrônicos precisam trabalhar em conjunto com pneus, suspensão e experiência do piloto. Nenhum assistente substitui a escolha adequada de trajetória ou a atenção às condições do terreno.

Atenção: 1390 Super Adventure S não é a mesma moto que S EVO

Outro detalhe importante para quem pesquisa as big trails da KTM é a existência da 1390 Super Adventure S EVO no mercado internacional. Embora seja visualmente relacionada à S convencional, a EVO oferece o sistema AMT, uma transmissão manual automatizada que permite alternar entre condução com trocas manuais sem acionamento de embreagem e funcionamento automático.

A KTM trata a S convencional como a alternativa com câmbio manual tradicional. Por enquanto, o plano brasileiro noticiado fala em versões S e R; não há base para incluir a S EVO nessa previsão sem um anúncio específico. Misturar os equipamentos das duas versões criaria expectativas incorretas, especialmente sobre a transmissão e os pacotes de assistência.

Qual faz mais sentido: S para estrada ou R para terra?

O comprador que pretende viajar principalmente em asfalto, fazer trajetos longos com bagagem e encontrar apenas estradas de chão bem cuidadas tende a aproveitar melhor a proposta da S. As rodas de 19 e 17 polegadas, a suspensão semia­tiva e o banco menos alto combinam com um uso predominantemente rodoviário.

A R passa a fazer mais sentido quando trechos de terra difíceis, pedras, valetas e terrenos irregulares são parte importante dos trajetos, e não apenas uma possibilidade eventual. Nesses cenários, o conjunto de rodas raiadas de 21 e 18 polegadas, maior curso de suspensão e mais distância ao solo oferece uma vantagem prática coerente com sua proposta.

Nenhuma delas é automaticamente a melhor em todos os usos. A escolha depende do percentual de asfalto e terra, da estatura do piloto, do preparo técnico, da intenção de levar garupa e da disponibilidade de pneus e assistência para o perfil de utilização.

Preço da KTM 1390 Super Adventure S e R no Brasil

Até 17 de outubro de 2026, não há preço brasileiro confirmado para a 1390 Super Adventure S ou para a 1390 Super Adventure R. Os valores praticados em outros países não devem ser convertidos diretamente em reais e tratados como previsão de tabela nacional.

Mesmo com uma perspectiva de montagem em Manaus, o valor final depende de estrutura industrial, componentes importados, custos tributários, frete, homologação, política comercial e equipamentos escolhidos para o Brasil. Também permanecem sem confirmação a data de abertura de pedidos e os primeiros prazos de entrega.

Para quem pensa em reservar orçamento, será importante comparar não apenas o preço de compra, mas também seguro, revisões, pneus de dimensões específicas, proteção para viagens, peças e rede de concessionárias. Esses itens podem pesar bastante no custo de propriedade de uma big trail de alta cilindrada.

Quando as duas 1390 Super Adventure serão lançadas no Brasil?

A informação publicada após o anúncio em Manaus aponta o final de 2027 como expectativa para a família 1390 Super Adventure. A indicação não equivale à confirmação de uma data exata de lançamento ou da chegada simultânea das versões S e R às lojas.

O que está claro por enquanto é o posicionamento de cada uma e a base técnica internacional. A KTM ainda precisará detalhar preços, homologação, versões, opcionais e o cronograma efetivo do mercado brasileiro. Até lá, a melhor leitura é que a S atenderá ao público de longas viagens por asfalto, enquanto a R será a escolha de quem realmente quer usar a capacidade fora de estrada de uma big trail de 1.350 cm³.

Fonte: Motonline

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