GWM supera a Honda em vendas de carros no Brasil

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A GWM alcançou um marco importante no mercado brasileiro: em agosto de 2026, a fabricante chinesa vendeu mais carros que a Honda no país. O resultado coloca em números uma transformação que já vinha ficando evidente nas ruas, principalmente com o crescimento dos SUVs híbridos e a expansão acelerada das marcas chinesas.

GWM supera a Honda em vendas de carros no Brasil

A diferença foi pequena, mas simbolicamente enorme. A GWM terminou agosto com cerca de 9,8 mil veículos emplacados, ligeiramente acima das aproximadamente 9,7 mil unidades da Honda. Mais do que simplesmente ganhar uma posição no ranking mensal, a marca chinesa mostrou que já consegue competir em volume com fabricantes tradicionais e estabelecidas há décadas no Brasil.

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Porém, existe um detalhe importante: isso não significa que a GWM já venda mais que a Honda no acumulado de 2026. A ultrapassagem aconteceu especificamente em agosto. Ainda assim, o movimento ajuda a mostrar como o mercado brasileiro está mudando rapidamente.


Quanto GWM e Honda venderam em agosto de 2026?

Nos números consolidados de agosto, a GWM registrou aproximadamente 9.825 veículos, enquanto a Honda ficou com cerca de 9.678 unidades.

Na prática, foram menos de 200 carros separando as duas fabricantes.

MarcaVendas em agosto de 2026Participação aproximada
GWM9.825 unidades3,7%
Honda9.678 unidades3,7%

A GWM também divulgou internamente um volume ligeiramente superior, de 9.924 veículos comercializados no período. Pequenas diferenças podem aparecer de acordo com o critério e o fechamento utilizado para contabilização das vendas.

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O mais relevante, entretanto, não muda: a fabricante chinesa ficou à frente da Honda no ranking mensal brasileiro.

Resumo rápido:

  • A GWM superou a Honda nas vendas de agosto de 2026.
  • A diferença entre as marcas foi pequena.
  • Foi um dos melhores resultados já registrados pela GWM no Brasil.
  • A Honda continua à frente no acumulado do ano.
  • O Haval H6 teve papel central no desempenho da GWM.

GWM ainda não superou a Honda no acumulado do ano

Esse é um ponto fundamental para interpretar corretamente a notícia.

Embora a GWM tenha ficado na frente em agosto, a Honda ainda possui vantagem considerável quando são somados os oito primeiros meses de 2026.

MarcaAcumulado aproximado até agosto
Honda73 mil veículos
GWM54 mil veículos

Portanto, ainda existe uma distância relevante entre as duas fabricantes no acumulado.

No entanto, o ritmo recente da GWM chama atenção. A marca vinha de outro resultado forte em julho e voltou a crescer em agosto, enquanto consolidava seu portfólio e sua produção brasileira.

Isso transforma a comparação mensal em algo mais relevante do que uma simples fotografia isolada do mercado.

Haval H6 é o grande responsável pelo avanço da GWM

Boa parte desse crescimento tem nome: Haval H6.

O SUV híbrido se tornou o produto de maior volume da fabricante no Brasil e alcançou um novo recorde mensal em agosto. Considerando os números divulgados pela própria GWM, foram mais de 6,4 mil unidades da família H6 comercializadas durante o mês.

Isso significa que um único modelo respondeu por uma parcela expressiva de todas as vendas da fabricante.

O sucesso também mostra que o consumidor brasileiro está mais disposto a considerar um carro híbrido de uma fabricante chinesa mesmo em faixas de preço nas quais tradicionalmente apareciam modelos de Toyota, Honda, Jeep e Volkswagen.

Mas existe um detalhe importante.

O Haval H6 não compete exatamente com os produtos de maior volume da Honda em todas as faixas. Enquanto a GWM concentra grande parte de suas vendas em SUVs eletrificados, a Honda possui uma linha mais diversificada, com HR-V, WR-V, City hatch e City sedã.

Para quem acompanha o crescimento dos híbridos, vale também conferir nosso conteúdo sobre quanto realmente custa manter um carro híbrido no Brasil, já que preço de compra é apenas uma parte da decisão.

Honda HR-V e WR-V continuam fortes

A Honda não teve um mês ruim. Pelo contrário: vender quase 9,7 mil veículos ainda representa um volume relevante.

O resultado foi sustentado principalmente pelos SUVs.

  • Honda WR-V: cerca de 3,4 mil unidades.
  • Honda HR-V: aproximadamente 3,3 mil unidades.
  • Honda City sedã: perto de 1,5 mil unidades.
  • Honda City Hatchback: aproximadamente 1,4 mil unidades.

Ou seja, a ultrapassagem da GWM não ocorreu porque a Honda desapareceu do mercado.

Ela aconteceu porque a fabricante chinesa cresceu rapidamente.

Esse detalhe muda completamente a análise.

O que explica o crescimento da GWM?

Não existe uma única razão. O avanço é resultado da combinação de produto, preço, tecnologia, estratégia comercial e produção nacional.

1. Híbridos ganharam espaço

A GWM entrou no Brasil justamente em um momento no qual a eletrificação começou a avançar de maneira mais rápida.

Em vez de depender exclusivamente de carros elétricos, a fabricante apostou fortemente em híbridos, especialmente híbridos plug-in e híbridos convencionais.

Isso reduz uma das principais barreiras percebidas por muitos consumidores: a preocupação com autonomia e infraestrutura de recarga.

2. Muito equipamento pelo preço

Os modelos da GWM também apostam em uma relação agressiva entre preço e equipamentos.

Telas grandes, sistemas de assistência ao motorista, câmeras, conectividade e sistemas híbridos sofisticados aparecem como argumentos importantes de venda.

Para muitos consumidores, portanto, a comparação deixa de ser apenas entre marcas e passa a considerar quanto de tecnologia cada carro entrega pelo valor pedido.

3. Expansão da rede

Uma fabricante nova precisa convencer o consumidor de que continuará disponível depois da compra.

Por isso, a expansão de concessionárias e estrutura de pós-venda é praticamente tão importante quanto lançar novos carros.

A GWM vem ampliando sua presença física no país justamente para reduzir essa resistência.

4. Produção nacional

A fábrica de Iracemápolis, no interior de São Paulo, tornou-se outro elemento estratégico.

A unidade produz a família Haval H6, além da picape Poer P30 e do SUV Haval H9. Com isso, a operação brasileira deixa de depender exclusivamente de veículos importados.

Além disso, a produção local pode ajudar a fabricante a ajustar volumes mais rapidamente, desenvolver fornecedores brasileiros e reduzir parte dos riscos associados à importação.


Uma fabricante chinesa superar a Honda é mais importante do que parece

Há poucos anos, uma marca chinesa superar a Honda em vendas mensais no Brasil pareceria improvável.

Durante muito tempo, carros chineses ocuparam uma posição relativamente pequena no mercado nacional. Além disso, havia dúvidas sobre revenda, peças, confiabilidade e continuidade das próprias fabricantes.

Esse cenário está mudando.

BYD, GWM, Geely, Omoda, Jaecoo e outras empresas ampliaram rapidamente a oferta de produtos, enquanto modelos eletrificados passaram a ocupar posições cada vez mais altas entre os carros vendidos no país.

Consequentemente, fabricantes tradicionais começaram a enfrentar concorrência em áreas nas quais anteriormente tinham muito mais espaço.

Também vale acompanhar nosso comparativo sobre carros chineses versus carros de marcas tradicionais: o que muda na compra e na revenda.

GWM pode ultrapassar a Honda no acumulado?

Matematicamente, ainda existe uma diferença significativa.

A Honda chegou ao fim de agosto com aproximadamente 73 mil unidades no acumulado de 2026, enquanto a GWM estava na faixa de 54 mil.

São cerca de 19 mil veículos de vantagem para a fabricante japonesa.

Portanto, ultrapassar a Honda no total do ano exigiria uma diferença mensal muito maior nos últimos meses de 2026.

A questão mais interessante, porém, não é necessariamente saber se isso acontecerá ainda neste ano.

O ponto central é observar se a GWM conseguirá manter vendas próximas ou superiores às da Honda de forma consistente.

Um único mês pode ser resultado de promoções, vendas diretas, disponibilidade de estoque ou campanhas comerciais. Vários meses consecutivos representam uma mudança estrutural muito mais relevante.

GWM e Honda possuem estratégias muito diferentes

A comparação das vendas não significa que as duas fabricantes estejam seguindo o mesmo caminho.

GWMHonda
Forte foco em eletrificaçãoMarca tradicional e consolidada
Híbridos e SUVs como pilaresSUVs e linha City entre os principais produtos
Expansão aceleradaRede estabelecida há décadas
Grande quantidade de tecnologia embarcadaForte reputação de confiabilidade e revenda
Produção nacional recenteLonga experiência industrial no Brasil

Por isso, escolher entre um modelo das duas marcas exige analisar muito mais do que o ranking de vendas.

O que quase ninguém considera

O crescimento das vendas ajuda uma fabricante nova, mas não elimina imediatamente todas as dúvidas relacionadas ao custo de propriedade.

Quem pretende comprar um GWM deve analisar alguns fatores que normalmente ficam em segundo plano durante o test-drive.

Seguro

O valor pode variar significativamente conforme cidade, perfil do motorista e modelo. Por isso, é recomendável solicitar uma cotação antes de fechar negócio.

Um carro que custa alguns milhares de reais a menos na concessionária pode perder essa vantagem se apresentar seguro substancialmente mais caro.

Desvalorização

A GWM ainda possui um histórico brasileiro menor que Honda, Toyota ou Volkswagen.

Consequentemente, prever o comportamento de determinados modelos no mercado de usados exige mais cautela.

Por outro lado, aumento de vendas, expansão da frota e crescimento da rede podem contribuir para aumentar a liquidez desses veículos no mercado de segunda mão.

Peças e reparos

A disponibilidade de componentes deve ser considerada principalmente por quem pretende manter o veículo por vários anos.

A produção local pode melhorar parte dessa equação, mas ainda vale verificar prazo de revisões, preço das peças de desgaste e estrutura da concessionária da sua região.

Financiamento

Outro erro comum é comparar apenas o preço de tabela.

Taxa de juros, entrada, bônus, valorização do usado e prazo do financiamento podem mudar completamente o custo final.

Uma diferença aparentemente pequena na taxa pode representar milhares de reais durante um financiamento de quatro ou cinco anos.

Custo total de propriedade

Antes de escolher, some:

  • parcela ou custo do capital;
  • seguro;
  • IPVA;
  • revisões;
  • pneus;
  • consumo de combustível;
  • energia elétrica, no caso de híbridos plug-in;
  • eventual desvalorização.

Esse cálculo é mais útil do que simplesmente perguntar qual carro é mais barato.

Se você está pensando em trocar de veículo, também vale conferir nosso guia sobre como calcular o custo real de um carro por mês.


O crescimento da GWM é bom para o consumidor?

Em termos de concorrência, sim.

Quanto mais fabricantes disputam o mesmo comprador, maior tende a ser a pressão por preços competitivos, equipamentos adicionais, condições melhores de financiamento e evolução tecnológica.

Esse movimento pode afetar inclusive quem nunca pretende comprar um GWM.

Se marcas chinesas passam a oferecer SUVs híbridos bem equipados por preços competitivos, concorrentes tradicionais precisam reagir com novos produtos, mais tecnologia ou condições comerciais melhores.

Portanto, a disputa pode beneficiar todo o mercado.

Mas vendas maiores significam que a GWM é melhor que a Honda?

Não.

Ranking de emplacamentos mostra aceitação comercial, não determina automaticamente qualidade, confiabilidade ou custo-benefício.

A Honda possui vantagens importantes, principalmente em histórico de mercado, rede consolidada, conhecimento de manutenção e liquidez de seus modelos usados.

A GWM, por outro lado, aparece com forte argumento tecnológico, oferta de híbridos e equipamentos abundantes.

Por isso, a melhor escolha depende do perfil do comprador.

GWM pode fazer mais sentido para quem:

  • quer um SUV híbrido;
  • valoriza tecnologia embarcada;
  • busca alto nível de equipamentos;
  • tem concessionária da marca na região;
  • aceita uma marca relativamente recente no mercado brasileiro.

Honda pode fazer mais sentido para quem:

  • valoriza histórico de confiabilidade;
  • prioriza facilidade de revenda;
  • prefere uma rede já consolidada;
  • quer modelos tradicionais do segmento;
  • pretende permanecer muitos anos com o carro.

O mercado brasileiro entrou em uma nova fase

A ultrapassagem da Honda pela GWM em agosto é pequena em números absolutos, mas grande em significado.

Uma fabricante chinesa que iniciou sua operação brasileira há poucos anos conseguiu chegar ao mesmo patamar mensal de uma das marcas japonesas mais tradicionais do país.

Além disso, o desempenho ocorre enquanto a GWM aumenta a produção nacional, amplia o portfólio e fortalece sua presença no segmento de veículos eletrificados.

A Honda ainda mantém vantagem no acumulado do ano e possui uma posição muito mais consolidada no mercado brasileiro. Portanto, seria precipitado interpretar um único mês como uma inversão definitiva.

No entanto, se a GWM continuar registrando volumes próximos de 10 mil carros mensais, a disputa entre fabricantes chinesas e marcas tradicionais ficará cada vez mais relevante.

Para o consumidor, o melhor resultado dessa competição deve aparecer onde realmente importa: mais opções, mais tecnologia e maior pressão por preços competitivos.


Perguntas frequentes

A GWM vendeu mais carros que a Honda no Brasil?

Sim. Em agosto de 2026, a GWM registrou aproximadamente 9,8 mil veículos no Brasil e ficou ligeiramente à frente da Honda, que terminou o período perto de 9,7 mil unidades. A diferença foi pequena, mas representa um marco importante para a fabricante chinesa, que vem aumentando rapidamente sua participação no mercado brasileiro.

A GWM já vende mais que a Honda em 2026?

Não. A GWM superou a Honda especificamente nas vendas de agosto. No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, a Honda continua à frente, com aproximadamente 73 mil veículos contra cerca de 54 mil da GWM. Portanto, é importante diferenciar o resultado mensal do desempenho total ao longo do ano.

Qual é o carro mais vendido da GWM?

O Haval H6 é atualmente o principal modelo da fabricante no Brasil e respondeu por grande parte das vendas da empresa em agosto. A família do SUV possui diferentes configurações híbridas e se tornou um dos principais exemplos da expansão de veículos eletrificados no mercado brasileiro.

Por que a GWM está crescendo tanto no Brasil?

O crescimento combina diversos fatores, como expansão da rede, produção nacional, oferta de SUVs, forte presença em veículos híbridos e uma estratégia agressiva de equipamentos e tecnologia. Além disso, o consumidor brasileiro está mais aberto às fabricantes chinesas, especialmente depois do avanço de marcas como BYD e da própria GWM.

Vale mais a pena comprar GWM ou Honda?

Depende do perfil do comprador. A GWM pode atrair quem busca eletrificação, desempenho e grande quantidade de equipamentos. A Honda, por outro lado, possui histórico mais longo no Brasil, rede consolidada e forte reputação no mercado de usados. Seguro, manutenção, preço, financiamento e desvalorização devem entrar na comparação antes da decisão.

A produção da GWM no Brasil pode reduzir os preços?

A produção local não garante automaticamente carros mais baratos, porque o preço depende de impostos, câmbio, componentes, estratégia comercial e concorrência. No entanto, fabricar veículos no país pode reduzir algumas dependências logísticas, ampliar fornecedores locais e permitir maior flexibilidade de produção, fatores importantes para a competitividade da marca no longo prazo.

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