A KTM 1390 Super Adventure S está nos planos divulgados de expansão da marca para o Brasil, com previsão de estreia no fim de 2027. A big trail reúne motor V2 de 1.350 cm³, suspensão semiativa WP e uma central eletrônica comandada por painel vertical de 8 polegadas. Ainda não existe, porém, preço nacional divulgado ou configuração brasileira final confirmada.

A proposta da S é diferente da apresentada pela Super Adventure R: aqui, a prioridade está nas viagens de longa distância, no conforto e no controle eletrônico do conjunto, especialmente em rodovias. Veja o que a ficha internacional de 2026 oferece e quais informações ainda precisam ser esclarecidas para o mercado brasileiro.
Qual é a proposta da KTM 1390 Super Adventure S?
A 1390 Super Adventure S é uma motocicleta de turismo de aventura desenvolvida principalmente para o uso em estradas pavimentadas, com possibilidade de enfrentar trechos de terra e outras superfícies de menor aderência. Sua proposta combina desempenho elevado, posição ereta, proteção aerodinâmica e soluções eletrônicas que ajudam a adequar o comportamento da moto ao percurso.
Isso explica o conjunto de rodas de 19 polegadas na dianteira e 17 polegadas na traseira, a suspensão WP de regulagem eletrônica e o banco com duas posições de altura. A S continua sendo uma big trail grande e potente, mas privilegia uma rotina de viagens diferente da R, desenvolvida com foco mais acentuado no fora de estrada.
Motor V2 de 1.350 cm³ e tecnologia CAMSHIFT
A versão internacional 2026 utiliza motor bicilíndrico em V a 75 graus, de quatro tempos, com 1.350 cm³, 173 cv declarados e 145 Nm de torque na ficha global consultada. A transmissão da Super Adventure S é manual de seis marchas, uma característica importante para não confundi-la com a variante S EVO.
O motor incorpora a tecnologia CAMSHIFT, que modifica a atuação das válvulas de admissão de acordo com a rotação. O objetivo é conciliar condução controlável em rotações mais baixas com desempenho elevado quando o piloto solicita mais potência.
O torque disponível não significa que todo motorista vá aproveitar a potência máxima nas viagens. Em uso real, a capacidade de retomar velocidade com carga, contornar curvas com progressividade e manter ritmo confortável costuma ser mais relevante que o valor de pico isolado.

Ficha técnica da KTM 1390 Super Adventure S 2026
Os dados da tabela correspondem à ficha oficial internacional de 2026. Equipamentos e calibrações podem mudar na versão brasileira quando houver homologação.
| Item | Especificação internacional |
|---|---|
| Motor | 2 cilindros em V a 75°, 4 tempos |
| Cilindrada | 1.350 cm³ |
| Potência | 173 cv (ficha internacional consultada) |
| Torque | 145 Nm |
| Câmbio | Manual, 6 marchas |
| Suspensão dianteira | WP SAT semiativa, invertida, 48 mm |
| Suspensão traseira | WP SAT semiativa, com ajuste eletrônico da pré-carga |
| Curso das suspensões | 220 mm na dianteira e na traseira |
| Rodas | Liga leve, 19 pol. dianteira e 17 pol. traseira |
| Freios | Dois discos dianteiros de 320 mm; disco traseiro de 267 mm |
| Altura do banco | 847 ou 867 mm |
| Altura livre do solo | 223 mm |
| Entre-eixos | 1.558 mm |
| Tanque | 23 litros |
| Peso sem combustível | 227 kg |
| Peso com tanque cheio | 244 kg |
A ficha revela uma motocicleta alta e de grande porte, mas com altura de banco menor que a da versão R e conjunto de rodas mais orientado ao uso rodoviário. Esses detalhes devem pesar na escolha de quem viaja com frequência e faz poucas trilhas.
Como funciona a suspensão semiativa WP?
Um dos maiores diferenciais da Super Adventure S é o sistema WP SAT (Semi-Active Technology). Em vez de depender apenas de regulagens manuais convencionais, a suspensão utiliza controle eletrônico para adaptar parâmetros de amortecimento ao comportamento da motocicleta.
A KTM informa garfo invertido de 48 mm e amortecedor traseiro semiativo, ambos com 220 mm de curso, além de ajuste eletrônico da pré-carga traseira. O benefício prático esperado é facilitar a adequação da moto a situações variadas, como viagem solo, bagagem ou mudanças de pavimento, sem exigir intervenções mecânicas a cada etapa.
É importante separar a suspensão semiativa fornecida no modelo internacional dos recursos adicionais que podem depender de pacote pago, como o Suspension Pro. O conteúdo e o preço de eventuais opcionais no Brasil ainda precisam ser anunciados.
Painel TFT de 8 polegadas, conectividade e recursos eletrônicos
Na configuração internacional, a KTM 1390 Super Adventure S incorpora um painel TFT vertical de 8 polegadas, com operação por toque. A marca destaca tratamentos de superfície para melhorar a visibilidade e reduzir marcas de dedos e reflexos, além de integração com controles e menus de pilotagem.
O pacote eletrônico indicado pela KTM inclui controle de tração, ABS com atuação em curvas, modos de pilotagem, monitoramento da pressão dos pneus, sistema de chave presencial e controle de cruzeiro convencional. Os modos apresentados para o modelo internacional incluem Rain, Street, Sport, Offroad e Custom.
Outro recurso que chama atenção é o radar frontal, que pode habilitar funcionalidades avançadas de assistência, incluindo controle de cruzeiro adaptativo. Entretanto, a própria KTM o apresenta como opcional na página internacional da S. Portanto, não seria correto afirmar que toda 1390 Super Adventure S vendida no Brasil terá radar de série.
O mesmo vale para itens como Quickshifter Plus, Hill Hold Control e modo Rally, que podem fazer parte de pacotes opcionais conforme país e configuração. A lista de série brasileira só estará clara quando a marca publicar os detalhes locais.
Ergonomia e proteção aerodinâmica para viajar
O banco oferece duas alturas previstas na ficha internacional, 847 e 867 mm, permitindo algum ajuste da posição do piloto. O para-brisa também é ajustável; a KTM destaca curso de regulagem de até 70 mm no modelo internacional, com o objetivo de melhorar a proteção contra o vento durante trajetos prolongados.
Essas características são especialmente relevantes em viagens de centenas de quilômetros. Um banco compatível com a anatomia do piloto, posição confortável de guidão e proteção aerodinâmica adequada podem fazer mais diferença ao fim de um dia de estrada do que pequenas variações no desempenho do motor.
Mesmo na posição inferior, a altura do banco exige avaliação pessoal. O peso informado de 244 kg com tanque cheio também recomenda atenção ao manobrar em garagens inclinadas, pisos de cascalho e estacionamentos apertados.
Tanque de 23 litros: qual será a autonomia?
A KTM declara tanque de aproximadamente 23 litros para a Super Adventure S 2026 internacional. Isso favorece a proposta de viagens, sobretudo em regiões onde os postos são mais espaçados.
Entretanto, não é possível informar com segurança a autonomia em quilômetros sem uma medição de consumo compatível com o uso brasileiro. Velocidade, altitude, bagagem, passageiro, condições de vento e comportamento do piloto mudam significativamente o resultado.
Além de acompanhar o consumo, quem pretende viajar deve considerar disponibilidade de pneus, revisões, assistência autorizada e custo de peças. O preço de compra é apenas uma parcela do investimento em uma big trail dessa categoria.
1390 Super Adventure S e S EVO são a mesma moto?
Não. A nomenclatura precisa ser observada com cuidado. A Super Adventure S tratada neste artigo utiliza câmbio manual de seis marchas. A S EVO é uma variante internacional distinta, associada a uma proposta de transmissão automatizada e pacote tecnológico próprio.
Por isso, notícias e vídeos sobre a S EVO não devem ser usados automaticamente como referência de equipamentos da S. Quando a KTM anunciar a linha brasileira, será necessário verificar exatamente quais versões constarão do catálogo e quais recursos estarão incluídos no preço.
Qual a diferença entre a KTM 1390 Super Adventure S e a R?
A diferença central está na prioridade de utilização. A S possui suspensão semiativa WP com 220 mm de curso e rodas de liga leve de 19/17 polegadas; sua altura de banco ajustável é de 847/867 mm. A R adota suspensão WP XPLOR regulável com 240 mm de curso, rodas raiadas de 21/18 polegadas e altura de banco de 880 mm.
Essas escolhas não tornam uma versão melhor em todos os cenários. Em estradas pavimentadas, a S tende a oferecer um conjunto mais coerente para quem busca conforto e ajustes eletrônicos. Para viagens que incluem trechos frequentes de terra difícil, a geometria e as suspensões da R são argumentos relevantes.
O comprador deve imaginar seus percursos mais comuns, não apenas o cenário mais exigente. Se 90% do uso acontece em rodovias, pagar por recursos extremos de off-road pode não trazer vantagem proporcional.
Quanto vai custar a KTM 1390 Super Adventure S no Brasil?
A KTM ainda não divulgou o preço brasileiro da 1390 Super Adventure S. A previsão de chegada ao país não estabelece valor de tabela, possibilidade de financiamento, custo de opcionais ou data de abertura de reservas.
Qualquer preço estrangeiro deve ser entendido como referente ao mercado de origem. Uma conversão direta de moeda não considera os efeitos de impostos, montagem, logística, pacote de equipamentos e estratégia comercial no Brasil.
Quando a KTM 1390 Super Adventure S chega ao Brasil?
De acordo com informações divulgadas por publicações especializadas após o anúncio da expansão industrial da KTM em Manaus, a previsão é de lançamento no fim de 2027. A data ainda é um plano da marca, e não uma confirmação de que as vendas começaram.
Restam dúvidas sobre o calendário de entregas, os equipamentos de série, os opcionais, a garantia e a especificação final para o país. Quem tem interesse no modelo deve acompanhar os anúncios oficiais antes de tomar uma decisão financeira.
A KTM 1390 Super Adventure S vale a espera?
A Super Adventure S parece especialmente interessante para motociclistas que priorizam viagens longas, tecnologia de bordo e uso predominante em rodovias, mas não querem abrir mão de capacidade para caminhos não pavimentados. O motor V2, o tanque de 23 litros, a suspensão semiativa e a ergonomia ajustável formam um pacote coerente para esse perfil.
A ressalva é que uma ficha internacional atraente ainda não determina o custo-benefício brasileiro. O preço final, o conteúdo dos opcionais e a rede de assistência deverão ser avaliados quando a KTM confirmar a oferta local. Para quem realmente pretende enfrentar terrenos difíceis com frequência, a Super Adventure R merece entrar na comparação.
Em resumo: a S é a versão mais orientada ao turismo rodoviário da dupla de entrada planejada para o Brasil, e sua chegada está prevista para o fim de 2027. Até a divulgação da linha nacional, potência, equipamentos e preços devem ser interpretados como referências internacionais, não como condições de venda já definidas no país.
Fonte: KTM


