Carro Voador da Embraer Pode Chegar ao Sul do Brasil: Veja os Planos para 2028

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O chamado carro voador da Embraer pode começar a fazer parte da mobilidade no Sul do Brasil nos próximos anos. Em 4 de novembro de 2026, a Eve Air Mobility, empresa ligada à fabricante brasileira, anunciou um acordo com a FlyBIS para até 12 aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical (eVTOL). O objetivo é desenvolver ligações aéreas inicialmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

Ilustração do carro voador elétrico da Eve Air Mobility, ligada à Embraer, sobrevoando uma cidade.

O compromisso envolve duas encomendas firmes e direitos de compra de outras dez aeronaves. As primeiras operações comerciais da tecnologia são projetadas para 2028, mas o início efetivo dos serviços na Região Sul ainda depende de certificação, infraestrutura e decisões operacionais. Não há passagens à venda nem rotas com datas de estreia confirmadas.

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Quais cidades do Sul poderão receber o carro voador?

O anúncio da Eve e da FlyBIS menciona destinos turísticos e de negócios em dois estados. Os locais estão em estudo para compor a rede, e não representam trajetos já aprovados ou com operação garantida.

  • Santa Catarina: Navegantes, Balneário Camboriú e Florianópolis aparecem entre os destinos potenciais no litoral.
  • Rio Grande do Sul: Gramado e Bento Gonçalves são citadas como possibilidades para serviços voltados à Serra Gaúcha.

A proposta é oferecer deslocamentos aéreos de curta distância, complementando os meios de transporte terrestres. Para regiões com trânsito intenso em períodos de turismo, a economia de tempo pode ser o principal atrativo. Ainda assim, a experiência total do passageiro dependerá de onde os pontos de embarque estarão instalados e do deslocamento até eles.

O que foi fechado no acordo entre Eve e FlyBIS?

O contrato anunciado em novembro de 2026 dá continuidade a uma carta de intenções firmada pelas empresas em 2022. A principal diferença agora é que há um compromisso vinculante relativo a duas unidades, enquanto as outras dez dependem do exercício de direitos de compra.

Portanto, não significa que 12 aeronaves já estejam compradas em caráter definitivo, nem que todas serão entregues simultaneamente. O valor do negócio e um cronograma específico de entregas para a FlyBIS não foram informados no comunicado.

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Além da frota, as empresas pretendem trabalhar no planejamento da malha, na preparação operacional e na infraestrutura necessária para integrar os eVTOLs aos demais serviços de transporte. A FlyBIS será a operadora planejada; a Eve é a desenvolvedora da aeronave e de soluções de suporte ao sistema.

Carro voador da Embraer: como funciona o eVTOL?

Apesar do apelido, o projeto da Eve não é um automóvel capaz de circular nas ruas e depois levantar voo. Trata-se de uma aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical, concebida para trajetos aéreos urbanos e regionais de curta distância.

O modelo combina oito rotores dedicados às manobras verticais com asas fixas e propulsão para o deslocamento horizontal. Essa configuração dispensa uma pista convencional para decolar e pousar, embora exija instalações apropriadas, conhecidas como vertiportos.

  • Ocupação prevista no início: quatro passageiros e um piloto.
  • Alcance de projeto divulgado pela Eve: aproximadamente 100 km, sujeito às condições e limitações operacionais.
  • Propulsão: elétrica, com rotores para sustentação vertical e sistema dedicado ao voo de cruzeiro.
  • Uso pretendido: serviços de mobilidade aérea, não transporte individual com condução nas ruas.

O alcance divulgado é relevante para analisar a viabilidade de cada ligação. A inclusão de várias cidades no planejamento não significa que qualquer par de destinos possa ser conectado diretamente, pois autonomia, reservas de energia, meteorologia e infraestrutura influenciam a operação real.

Por que 2028 aparece nos planos?

O ano de 2028 é o horizonte mais recente indicado para a entrada comercial do eVTOL da Eve. O cronograma foi revisto durante o desenvolvimento. Em setembro de 2026, o Ministério de Portos e Aeroportos informou que as primeiras operações comerciais no Brasil poderão ocorrer em 2028, após a certificação.

Isso não equivale a uma confirmação de estreia em Santa Catarina ou no Rio Grande do Sul naquele ano. A data dependerá tanto da certificação da aeronave pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) quanto da preparação dos operadores, dos vertiportos e da integração ao espaço aéreo.

O programa já saiu da etapa de apresentação de conceito. Segundo a Eve, até o anúncio de 4 de novembro de 2026 seu protótipo de engenharia em escala real havia concluído mais de 70 voos de teste, incluindo manobras de voo pairado e de baixa velocidade. A campanha avançava para a avaliação da transição ao voo sustentado pelas asas.

O que precisa acontecer antes de transportar passageiros?

A certificação aeronáutica é uma condição essencial, mas não a única. Um serviço comercial também precisa de locais adequados para pouso e decolagem, fornecimento de energia, manutenção, profissionais capacitados, procedimentos de segurança e autorização para operar no espaço aéreo correspondente.

Em reunião realizada em setembro de 2026, autoridades brasileiras e representantes da Eve discutiram exatamente esses desafios, incluindo vertiportos, telecomunicações e integração de tráfego aéreo.

Para o passageiro, outra questão será o tempo de viagem completo. Mesmo que o trecho aéreo seja rápido, é necessário considerar o trajeto até o vertiporto, os procedimentos de embarque e a chegada ao destino final. Esse conjunto determinará se o serviço será vantajoso diante de carro, ônibus ou outros meios de transporte.

Quanto vai custar uma passagem no carro voador da Embraer?

Os preços das viagens da FlyBIS ainda não foram divulgados. Também não há informações oficiais suficientes para indicar uma tarifa por pessoa nas possíveis rotas entre cidades catarinenses e gaúchas.

Custos operacionais, escala da frota, ocupação, disponibilidade de infraestrutura e duração dos trajetos deverão influenciar os valores. Por isso, comparações com passagens de ônibus ou corridas por aplicativo seriam prematuras neste momento.

O que o anúncio muda para o Sul do Brasil?

A novidade mais concreta é a passagem de uma intenção de parceria para um contrato que inclui duas aeronaves firmemente encomendadas. Para o Sul, isso indica que a região está entre as áreas visadas por um futuro serviço de mobilidade aérea elétrica, especialmente em corredores de turismo e negócios.

O potencial, porém, ainda precisa ser transformado em operação real. Até a certificação do eVTOL e a definição da rede de atendimento, as cidades mencionadas permanecem como possibilidades, e 2028 continua sendo uma previsão. O próximo avanço decisivo será a combinação entre testes concluídos, autorizações e infraestrutura pronta para receber passageiros.

Fonte: Eve Air Mobility

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