A Chery condiciona a chegada do Omoda QQ ao Brasil à produção local, segundo Zhang Guibing, CEO da Chery International. O executivo afirmou durante o User Summit, em Wuhu, na China, que os estudos para trazer o modelo ao país ainda não estão concluídos e que a importação integral seria pouco competitiva diante da “concorrência dura” no segmento.

Na prática, a marca vê a fabricação nacional como o caminho para viabilizar o hatch elétrico por aqui. A leitura da empresa faz sentido dentro do cenário citado pela fonte: rivais como BYD Dolphin Mini, Geely EX2, GAC Aion UT e MG4 Urban também aparecem ligados a produção local ou nacionalização em seus respectivos projetos.
Projeto segue em estudo e depende de fábrica no país
A Chery International, que controla Omoda, Jaecoo, Lepas e iCaur, vem ensaiando há mais de um ano anunciar uma fábrica no Brasil. A unidade de Jacareí (SP), que dividia com a Caoa e está fechada desde 2022, já foi descartada. Hoje, a hipótese mais provável é a fábrica da JLR em Itatiaia (RJ), encerrada em julho e vista como alternativa por conta da parceria entre chineses e britânicos em joint-venture na Ásia.
Mesmo que esse negócio avance, ainda haveria um intervalo para adaptação das instalações, chegada de maquinário e obtenção das licenças necessárias. Por isso, a própria fonte conclui que é pouco provável ver o QQ nas lojas brasileiras em curto prazo.
O que se sabe sobre o novo Omoda QQ
O novo QQ já foi flagrado em testes no Brasil e cresceu em relação ao modelo anterior. Ele mede 4,20 metros de comprimento, 1,81 m de largura, 1,57 m de altura e 2,70 m de entre-eixos. Em comparação citada na reportagem, ele é cerca de 6 cm mais comprido que o Geely EX2.
No conjunto mecânico mencionado, a versão que pode vir ao Brasil traz bateria LFP de 42,7 kWh e motor elétrico traseiro de 123 cv. A autonomia informada pela fabricante é de 420 km no ciclo chinês CLTC, mais otimista que o padrão usado pelo Inmetro no Brasil.
O hatch usa a plataforma T12 do grupo Chery, tem 82% de aço de alta resistência e 16% de aço conformado a quente na carroceria. Também conta com suspensão traseira multilink e raio de giro de 5,2 m. No interior, a fonte cita quadro de instrumentos digital, central multimídia de 15,6 polegadas e console central elevado.
Como o motor é traseiro, o carro soma 375 litros no porta-malas principal e mais 70 litros em um compartimento frontal. A Chery também estuda uma picape híbrida a diesel para disputar espaço com a Toyota Hilux, mas essa proposta depende da mesma condição: produção local.
Fonte: AutoEsporte
