A Volkswagen levou protótipos da nova Amarok e da inédita Tukan para avaliação de clientes selecionados antes mesmo de revelar completamente os modelos. A ação ocorreu no Campo de Provas de Taubaté (SP) e reuniu representantes do agronegócio, mineração, locadoras, gestoras de frotas e empresas de logística.

As imagens divulgadas por Ciro Possobom, presidente e CEO da Volkswagen do Brasil, e Alexander Seitz, chairman executivo da marca na América Latina, mostram as picapes com camuflagem, mas já antecipam pontos importantes do projeto. No caso da Amarok, o conjunto visual indica uma adoção muito próxima da Maxus Interstellar X, da chinesa SAIC, enquanto a Tukan aparece como a nova picape intermediária da marca para o mercado brasileiro.
O que já se sabe sobre a nova Amarok
Para a América do Sul, a Amarok abandonará a base compartilhada com a Ford usada em outros mercados e passará a ser uma derivação regional da Maxus Interstellar X. A produção seguirá em General Pacheco, na Argentina.
Mesmo sob camuflagem, as fotos indicam poucas mudanças na carroceria: portas, teto, para-brisa, linha dos vidros, retrovisores, caixas de roda e caçamba parecem praticamente mantidos. Na dianteira, as alterações aparentam se concentrar na grade, nos acabamentos internos das luzes, em partes do para-choque e no emblema da Volkswagen.
A traseira também preserva a proposta da picape chinesa, com lanternas verticais, tampa de desenho semelhante e para-choque com extremidades destacadas. Uma das unidades aparece carregada, o que indica que a avaliação contemplou também o comportamento do modelo com peso na caçamba.
Na mecânica, porém, a mudança será grande. A picape deve ter ao menos uma motorização eletrificada e, segundo informações já antecipadas, a versão de topo pode se chamar Amarok 800 TSI. Nessa configuração, o conjunto híbrido plug-in teria 800 Nm de torque combinado, mais de 470 cv e tração integral, com aceleração de 0 a 100 km/h em menos de cinco segundos.
| Modelo | O que a fonte informa |
|---|---|
| Nova Amarok | Derivada da Maxus Interstellar X, produção na Argentina e proposta eletrificada |
| Tukan | Nova picape menor, derivada da plataforma MQB e voltada ao uso entre compactas e intermediárias |
Tukan não substitui a Saveiro, ao menos no início
A Tukan foi apresentada como um projeto que não deve tirar a Saveiro de linha de imediato. A Volkswagen já confirmou que a veterana continuará no mercado e, no caso da nova picape, há a expectativa de versões com cabine dupla de quatro portas e opção de cabine simples para uso comercial.
Entre os motores mencionados, a Tukan deve usar o 1.0 eTSI com sistema híbrido leve de 48 volts, enquanto as versões de entrada podem manter o 1.6 16V aspirado da Saveiro, hoje com 116 cv e 16,1 kgfm. Um 1.5 eTSI também segue em estudo para configurações mais caras, mas ainda não foi confirmado.
A estrutura da picape usará eixo rígido e feixes de molas na traseira, solução associada ao foco em carga e resistência. A estreia está prevista para 2027, com produção em São José dos Pinhais (PR), ao lado do T-Cross. Já a nova Amarok seguirá saindo da fábrica argentina de General Pacheco.
Se a Saveiro for mantida durante todo esse período, a Volkswagen passará a ter três picapes no mercado brasileiro ao mesmo tempo: a veterana na base da gama, a Tukan em um degrau acima e a Amarok como a opção maior e mais cara da linha.
Fonte: Motor1
