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BYD interrompe produção do sedã King no Brasil para priorizar demanda do SUV Atto 2

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A BYD interrompeu temporariamente a montagem do King no Brasil para concentrar a fábrica de Camaçari (BA) na produção do Atto 2, SUV que vem acumulando cerca de 7 mil reservas desde o início da pré-venda. A informação foi confirmada por integrantes da engenharia da marca durante uma visita técnica ao complexo industrial.

BYD interrompe produção do sedã King no Brasil para priorizar demanda do SUV Atto 2

Segundo a fabricante, a pausa não tem relação com falta de demanda pelo sedã. O King chegou a superar o Toyota Corolla e liderou a categoria dos sedãs médios em agosto e setembro, enquanto a empresa afirma ter estoque suficiente do modelo para abastecer as concessionárias até a retomada da produção.

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Fábrica ajusta a linha de montagem em Camaçari

O King foi um dos primeiros modelos nacionalizados em Camaçari, em outubro de 2025, ao lado de Dolphin Mini e Song Pro. O Atto 2 entrou depois na mesma linha de montagem final, o que permite à BYD alterar a proporção de produção conforme a procura de cada carro. Na prática, a marca concentrou quase toda a operação atual no novo SUV sem tirar o sedã do catálogo.

Lançado no Brasil em 2024, o King é um sedã médio híbrido plug-in com 4.780 mm de comprimento, 1.837 mm de largura, 1.495 mm de altura e 2.718 mm de entre-eixos. O porta-malas leva 450 litros e o tanque comporta 48 litros de gasolina.

King segue no catálogo e pode mudar no retorno

Hoje, a linha é dividida entre as versões GL, voltada a frotistas, e GS, topo de linha. Ambas usam motor 1.5 aspirado a gasolina e motor elétrico dianteiro, mas a configuração de entrada entrega 209 cv com bateria Blade de 8,3 kWh, enquanto a mais cara chega aos 235 cv e usa bateria de 18,3 kWh.

A reportagem também aponta que a BYD já testa no país protótipos da reestilização do King, vendida no exterior como Seal 05 DM-i, e que a marca pretende adaptar gradualmente os híbridos produzidos em Camaçari ao etanol. Por ora, porém, a empresa não ligou a pausa da produção a esse movimento: a única razão confirmada é a prioridade dada ao Atto 2.

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No mercado, o King teve avanço suficiente para desafiar o Corolla. Em agosto, foram 1.432 unidades contra 855 do rival; em setembro, a diferença aumentou para 1.666 contra 475. No acumulado dos nove primeiros meses, porém, o Corolla ainda liderava com 16.018 unidades, ante 12.906 do BYD.

Fonte: Motor1

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