A próxima geração do Audi A3 deve apostar em um visual mais esportivo e em um interior com mais botões e acabamento caprichado, segundo uma projeção publicada pelo Motor1.com. A ideia é combinar a evolução da linguagem de desenho da marca com elementos que remetam ao A3 original, lançado na década de 1990.

Na projeção, o hatch aparece com frente mais limpa, grade Singleframe menor e formato mais retangular, além de faróis alinhados à nova identidade da Audi. A traseira também seguiria a mesma linha, com lanternas mais simples e menos elementos visuais disputando atenção.
O interior imaginado pela projeção resgata a importância dos comandos físicos, com mais botões e controles de melhor qualidade tátil, sem abandonar as telas grandes e os recursos digitais. A proposta é reduzir a dependência de funções totalmente sensíveis ao toque, mantendo uma cabine mais integrada.
Visual mais quadrado e menos grade
De acordo com a leitura apresentada na projeção, o novo A3 deve abandonar parte dos vincos e recortes atuais em favor de superfícies mais retas. O resultado seria um hatch com aparência mais quadradinha, inspirado em conceitos como o Nuvolari e o Concept C, mas adaptado às proporções de um modelo médio.
Essa direção também indica que a Audi pretende reforçar o parentesco com seus modelos esportivos sem depender de uma grade grande ou de muitos detalhes decorativos.
Cabine com foco em tato e materiais
No interior, a expectativa é de um resgate do cuidado percebido no A3 original, que buscava oferecer sensação de qualidade próxima à de modelos maiores. A projeção sugere que essa abordagem voltará com mais atenção aos materiais, à montagem e aos comandos que o motorista realmente toca.
As telas seguem no plano, mas com papel menos dominante do que em projetos recentes. O objetivo, conforme a interpretação do desenho, é combinar tecnologia com uma experiência mais física e menos dependente de menus digitais.
Motor a combustão continua no radar
Na parte mecânica, a próxima geração deverá usar uma evolução da base MQB e manter os motores a combustão, especialmente a gasolina, agora acompanhados por diferentes níveis de eletrificação. Entre as possibilidades, está um novo sistema híbrido pleno com base no 1.5 turbo e dois motores elétricos, solução já vista em modelos como VW T-Roc e Golf.
As versões de entrada devem recorrer a híbridos leves, enquanto uma evolução do conjunto híbrido plug-in também é mencionada entre as possibilidades. O diesel, por sua vez, pode ficar pelo caminho em alguns mercados. A alternativa totalmente elétrica ficará com o A2 e-tron, que deve conviver com o A3 em uma estratégia semelhante à adotada pela Audi com outros pares de modelos.
Fonte: Motor1


